21/09/07

escolas e ensino

Citando O.De Carvalho sobre escolas e ensino

A influência da psicanálise tem sido considerável na educação. A visão psicanalítica foi adotada, inclusive, pelos marxistas, que hoje dominam praticamente toda a área do ensino, não só no país, como em grande parte do mundo ocidental. Eles compreenderam que atingiriam melhor os seus propósitos, ainda que a longo prazo, se "fizessem a cabeça" dos jovens.

Isto levou grupos que ambicionam subjugar as massas e incutir-lhes suas doutrinas, a ter, como objetivo prioritário, o domínio de todas as instituições através das quais poderia controlar a vida intelectual da sociedade, em particular as escolas, universidades e a mídia. Assim, a educação assumiu um cunho nitidamente político, alvo de todos os grupos sectários ou religiosos.

Um dos exemplos mais fragrantes se deve ao pedagogo Paulo Freire, que ficou famoso por seus métodos, destinados preferencialmente à alfabetização de adultos, em especial operários e camponeses. Conforme revela o dominicano frei Beto, em pronunciamento por ocasião de sua morte, "a pedagogia que defende tem por fim a conscientização". (*O Globo, maio/1997). O primordial não seria a alfabetização, mas sim "a formação de uma consciência das relações sociais", segundo exposto na sua obra "A Pedagogia do Oprimido", evidentemente ensinada sob a ótica marxista. Ou, como afirmou o padre Júlio Lancelloti, que oficiou a missa de corpo presente: "Paulo Freire nos ensinou que a educação é um ato político". Poderíamos melhor dizer, que transformaram a educação em um ato político, em que ela é usada para doutrinar politicamente o aluno.

Pode-se dizer "Não existe educação neutra. Todo ensino tem um posicionamento, e assumir e trabalhar abertamente esse posicionamento é uma postura mais válida do que suprimir o debate por conta de um discurso de neutralidade."

Mas a intelectualidade universitária brasileira se recusa a debater com idéias conservadoras . O Cristovão Buarque , quando tomou posse como ministro da educação , disse que não haveria espaço para os conservadores , mudando ideologicamente a própria razão de existência de uma faculdade ,a discussão sobre a cultura . Que discurso é esse de assumir e trabalhar um posicionamento , ele tem è que ser discutido , não assumido em uma universidade. Na verdade o debate foi suprimido por conta de um discurso de homogeneidade nas idéias . Isso é péssimo

Silvio D'Amico